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COMISSÃO APROVA VETERINÁRIO GRATUITO PARA ANIMAIS DE PESSOAS CARENTES

03/12/14

(Foto: Reprodução)
O Ministério da Saúde, em parceria com as prefeituras e os estados brasileiros, pode ser obrigado a disponibilizar atendimento veterinário gratuito aos animais de pessoas carentes, com renda familiar inferior a três salários mínimos. A Comissão de Seguridade Social aprovou o projeto de lei (PL 3765/12) que diz que caberá ao poder público municipal providenciar não só as consultas veterinárias, mas também a realização de cirurgias em geral.

Por Rádio Câmara

A empresária e protetora de animais Leda Frota acredita que abandonos acontecem porque muitas pessoas não conseguem custear o atendimento veterinário e a aprovação desse projeto poderia mudar esse quadro.

"O mais caro para a pessoa que tem um animal de estimação e para quem também ajuda animais de rua é o veterinário, porque às vezes o caso nem é grave. Aí você leva, o veterinário diz: ‘é só essa medicação e o resto de remédio você dá em casa’. A gente pode comprar o remédio, pode comprar a ração, mas a consulta, o atendimento, eles cobram muito caro. Então, facilitaria muito e isso, sim, não geraria o abandono."

O deputado autor do projeto, Ricardo Izar, do PSD paulista, critica o fato de, segundo ele, o Brasil não investir em políticas públicas para tratar dos direitos dos animais domésticos. Ele também explica como o projeto vai ser viabilizado.

"Na verdade, quem faz o grande papel que o Estado deveria fazer são as ONGs de proteção animal, são as protetoras, os ativistas que trabalham na causa animal e que fazem um papel que deveria ser de responsabilidade do Estado. O projeto contempla que podem ser firmados convênios com ONGs, universidades, com clínicas veterinárias particulares. Isso vai ficar a critério dos municípios, dos estados e da federação. Quem vai regulamentar isso vai ser o Ministério da Saúde."

Paula Galera é professora em um hospital veterinário de Brasília e, para ela, mais do que oferecer atendimento, o governo deve fazer campanhas de conscientização com a população no que se refere à prevenção de doenças que coloquem em risco a saúde humana e o controle de natalidade dos animais.

"Dependendo da maneira como esse programa for feito e administrado, eu acredito sim que isso venha trazer um grande beneficio à população carente. E que seja dado foco, primordial, na educação dessa população, principalmente no que se refere à prevenção das doenças transmitidas entre os animais e dos animais para o ser humano, que são as zoonoses, e também no controle de natalidade desses animais."

O projeto de lei ainda deve ser analisado pelas comissões de Meio Ambiente, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça.
Reportagem – Lara Silvério. (Rádio Câmara)


FALTA DE ÁGUA; ANIMAIS VÍTIMAS DO AQUECIMENTO GLOBAL

01/12/14

Diante de uma situação cada vez mais caótica com falta de água, no que se refere ao aquecimento global, muito se fala e nada se faz. As autoridades mundiais reúnem-se e também os homens de ciência. Tanto uns quanto outros, pelo visto, estão interessados apenas em si mesmos; seu bem estar pessoal, de suas famílias, empresas e tudo o mais. Por isso mesmo a nenhuma conclusão chegam e nem sequer se aproximam.

Se os homens não pensam seriamente nos indivíduos de sua própria espécie, seus filhos e netos, quanto menos nos animais, que para a maioria não passam de seres inúteis ou produtos industriais.

O efeito estufa em si é algo bom e necessário; responsável pela evaporação, pelas chuvas e pelo clima. O que o torna no vilão da história são os homens descontrolando-o através da queima excessiva de produtos que liberam gases nocivos. A atmosfera é composta de 78,1% de nitrogênio, 20,9% de oxigênio e 0,93% de argônio. Esses gases não tem quase nenhuma influência na quantidade de radiação solar que atinge a superfície da terra. Também não influem no calor que é refletido de volta a atmosfera pelo solo e pelo oceano. Por outro lado, vários outros gases que juntos não chegam a 0,1% da atmosfera, tem papel fundamental no equilíbrio entre a quantidade de luz e calor que chega ao planeta e sai dele.

Resumindo, o efeito estufa sem a manipulação humana é necessário, pois do contrário a temperatura média seria de -20ºC em vez dos 15ºC. A presença humana como responsável pelo desequilíbrio atmosférico dá-se através da liberação exagerada do dióxido de carbono, também conhecido como gás carbônico, principal causador do efeito estufa nas últimas décadas. A maior fonte desse gás é a queima de combustíveis fósseis; carvão, petróleo e gás natural para produzir energia.


O carvão mineral na alimentação de usinas termoelétricas. A gasolina e o óleo diesel derivados do petróleo movem os carros, ônibus e caminhões. Outra grande fonte do gás carbônico é a queima de madeira ligada a destruição das florestas através das queimadas.

Não só apurados estudos comprovam o aquecimento global como também suas conseqüências diretas e visíveis do desequilíbrio. 2005 parece ter sido o ano de início da vingança da natureza. Das 26 tempestades tropicais que se formaram, catorze viraram furacões. Também foi o ano recorde de furacões categoria 5, os mais devastadores; foram 3: o Katrina, o Rita e Wilma. Sendo este último o mais forte de todos os tempos. Coincidência ou não, todos no continente norte americano, justamente o maior emissor de gases.

É claro que as catástrofes não se resumem apenas aos furacões, tornados são vistos em locais onde nunca apareciam, enchentes num lugar e secas em outro provocando grandes incêndios florestais, e o pior de tudo, o derretimento rápido das geleiras, habitat natural de milhões de animais.

A influência sobre os animais.

A mídia costuma anunciar que as primeiras vitimas do aquecimento global tem nome e endereço: são os ursos polares, essas lindas e magníficas criaturas que vivem na região do ártico. Os que vivem na baia de Hudson, no norte do Canadá estão passando fome. Isto porque o período do ano em que o mar fica congelado tem diminuído cada vez mais e esses animais só conseguem caçar focas quando o mar congela, pois ficam a espreita esperando que as focas subam para respirar. Além disso, muitos morrem afogados próximo à costa do Alasca, pois os bancos de gelo estão se derretendo.

Do lado oposto, na Antártida, a situação não é diferente. O continente está encolhendo com o derretimento. Para os pingüins, principais moradores do continente, fica cada vez mais longa a distância que tem que percorrer do gelo até ao mar em busca de alimento para si e para seus filhotes. Muitos se perdem e acabam vindo parar até as praias de países tropicais como o Brasil.

Não só os animais dos pólos estão ameaçados. Também os de outros continentes. De um lado os incêndios florestais que a cada ano destroem milhares de quilômetros e todos os animais silvestres que habitam essas regiões, por outro as grandes secas, cada vez mais acentuadas. Há ainda as enchentes causadas pelas tempestades tropicais.

Os grandes vilões:

Os grandes emissores de gases excluindo o uso da terra como queimadas, etc.

1º- Estados Unidos 2º- China 3º- Rússia 4º- Japão 5º- Índia 6º- Alemanha 7º- Canadá 8º- Brasil 9º- Reino Unido 10º- Itália

Incluindo o uso da terra
1º- Estados Unidos 2º- China 3º- Rússia 4º- Brasil 5º- Japão 6º- Índia 7º- Alemanha 8º- Tanzânia 9º- Canadá 10º- Reino Unido

O Protocolo de Kyoto
Assinado em Kyoto, Japão em 1997, estabelece metas para a redução de emissões para os países do anexo I. Os países não anexos, como o Brasil, não têm nenhuma meta a cumprir. A media geral de redução é de 5,2% em relação ao nível observado em 1990 e tem que ser alcançada entre 2008 e 2012, quando se encerra o primeiro período do compromisso. Cada país tem uma meta própria de redução. Para os Estados Unidos é de 7%, Para a União Européia 8%. Para que o protocolo entrasse em vigor era necessário que pelo menos fosse ratificado por 55 países signatários da Convenção.

O grande vilão.

Os Estados Unidos são tricampeões em poluição atmosférica. São os primeiros nas emissões atuais, históricas e entre os países do anexo I com 36,1% do total. Mas o pior de tudo é que o país chegou a assinar o protocolo em 1998, mas em 2001 o presidente George W. Bush resolveu que o país não mais iria ratificá-lo, isto é, caiu fora, alegando que a redução das emissões limitaria o crescimento econômico americano. Pelo visto não só a comunidade mundial ficou furiosa com a atitude de Bush, transformando-o no personagem mais antipático dos últimos tempos, como também a natureza que ultimamente tem escolhido o país para suas visitas nada amistosas através dos furacões, tornados, enchentes e tudo o mais que ainda está por vir. Leonardo Bezerra


PROGRAMA PRESTA HOMENAGEM AO DIA MUNDIAL DOS ANIMAIS

03/10/14

Sendo a Rádio Defesa dos Animais a primeira e única do mundo especialmente voltada para a defesa e direitos dos animais, não poderia deixar de prestar sua homenagem a essas criaturas tão sofridas. Assim, colocou no ar nesta data um Programa Especial sobre esse dia tão especial onde milhares de ativistas em todo o mundo fazem uma reflexão sobre essas criaturas e lhes prestam homenagem.

Por Leonardo Bezerra

O que é o Dia Mundial dos Animais

O Dia Mundial dos Animais surgiu em 1931 em Florença, Itália. A ideia inicial criada por ecologistas, era a preocupação com os animais em extinção. O dia não podia ser outro senão o 04 de outubro, dia de São Francisco de Assis, patrono dos animais e mais recentemente também patrono da ecologia, isto porque em todos os tempos foi o santo que mais entendeu toda a criação de Deus, desde as criaturas inanimadas até os animais mais perfeitos e belos.

Com o passar do tempo, com o aprofundamento do estudo da ética e de várias ciências ligadas à natureza, a idéia de certa forma romântica do início, ganhou peso e base científica chegando no momento a ser encarada como uma questão de sobrevivência da humanidade. Não é mais possível desvincular a destruição do planeta ao uso da indústria de exploração animal.

Quanto mais o homem explora e destrói os animais mais a natureza castiga o homem. A devastação das florestas para cria de animais de corte provoca o desequilíbrio ambiental cuja resposta vem em forma de enchentes, furações, maremotos, degelo dos pólos e muitos outros flagelos semelhantes. A própria ingestão da carne dos animais provoca o maior número de doenças e morte e despesas imensas na área da saúde.

De um lado, o homem comum, voltado para outros interesses, não passa nem perto desse entendimento e, portanto continua abastecendo-se de carne, por outro, a indústria milionária da carne e derivados, mostra em suas embalagens uma imagem romântica e bucólica de vaquinhas pastando tranquilamente no pasto. Jamais deixam transparecer os sofrimentos pelos quais esses animais passam e matadouros é uma palavra que não existe para essa gente.

Por outro lado, é cada vez maior em todo o mundo o número de defensores dos animais. Pessoas muito adiante em seu tempo, sensíveis, profundamente honestas consigo e com a criação. Cada uma a sua maneira, chegam a entender e participar da defesa dos animais, muitas delas inclusive com sacrifício de seus empregos, salários, família, e tudo mais em favor desse pensamento e maneira de ser voltado para a defesa desses nossos irmãos de outra espécie.

Entre os defensores surgem os mais variados grupos. Desde a dona de casa que procura um novo lar para algum cão abandonado até jovens que tiram as roupas em praça pública para manifestar sua indignação contra touradas. Há outros ainda mais ousados como o pessoal do Sea Shepherd e Greenpeace que atacam navios em loucas aventuras contra a matança de baleias, focas e outros animais.

O que tem em comum todos esses grupos é uma única palavra, infelizmente ainda pouco conhecida da população: “A senciência”, isto é, a capacidade de os animais sentirem dor, medo, prazer, alegria e estresse, memória, inteligência e até saudade. Isto significa para qualquer pessoa inteligente, “que pelo visto parece ser a minoria”, que maltratar, aprisionar, explorar ou matar um animal é um crime tão horrendo quanto matar um ser humano.

O lado trágico dos animais é promovido pelo homem e o lado bom do homem é promovido pelos animais que só lhes dão alegria e satisfação. Quantas pessoas idosas tem num animal sua única companhia e conforto, quantas crianças tem no animal um estímulo para o carinho e o bom caráter.

Quantos já foram salvos por animais em desabamentos e catástrofes das mais diversas, quantos são os animais de guarda e de companhia, enfim, o bem que os animais proporcionam é imenso ao mesmo tempo em que o mal promovido pelos homens aos animais parece ser ainda maior. A indústria da morte animal, verdadeiro holocausto legalizado aonde milhões vão diariamente ao matadouro unicamente porque são vistos como geradores de riquezas e não como vidas que sentem o mesmo que os humanos.

Ouça o programa e visite nosso site oficial em www.radiodefesadosanimais.com 



A INFOANIMAL DESENVOLVE A CAMPANHA QUARTA SEM FEIJOADA

25/09/14


Porcos são muito inteligentes, mais inteligentes do que cães. No entanto, operações industriais confinam esses animais de forma que eles não podem sequer se mover, e mutilam partes de seus corpos sem anestesia. O consumo de feijoada é um dos fatores que mais impulsiona essa indústria cruel no Brasil.

A Infoanimal está desenvolvendo a campanha Quarta sem Feijoada com o intuito de usar as quartas-feiras, dia simbólico da semana quando muitos brasileiros comemoram a 'tradição' de comer feijoada, para alertar as pessoas sobre o cruel processo de produção da carne suína e oferecer alternativas para que as pessoas deixem de comer feijoada e os demais produtos suínos. Nosso intuito é atrair um grande número de organizações e ativistas para ajudar-nos a espalhar essa mensagem nas redes sociais. Siga-nos no Facebook para fazer parte dessa iniciativa.

Os porcos

A inteligência dos porcos é superior à de crianças de três anos de idade. Esses animais têm habilidades cognitivas superiores às dos cães e similares às de grandes primatas, golfinhos e elefantes. Porcos são um dos animais mais inteligentes que habitam nosso planeta. Eles são capazes de jogar videogames e quando estão em santuários gostam de brincar, escutar música e receber massagens.

A vida dos porcos em granjas industriais
No Brasil, a grande maioria da carne suína vendida em supermercados, açougues e restaurantes vem de granjas industriais. Em instalações industriais, a vida dos porcos é absolutamente miserável.

As porcas mães, usadas para parir leitões de engorda, passam praticamente suas vidas inteiras dentro de celas de metal onde elas não podem sequer se mover. Essas celas, amplamente usadas no Brasil, são chamadas de celas de gestação e celas de parição.

As celas de parição são tão cruéis que já foram proibidas em países como o Reino Unido e a Suécia. O uso contínuo de celas de gestação já foi proibido em mais de 30 países. Quando confinadas em celas, as porcas são impossibilitadas de realizarem seus comportamentos naturais - como caminhar, fuçar, socializar-se com outros animais, tomar banhos de lama e construir ninhos - e sofrem de distúrbios psicológicos graves. 

Porcas grávidas descansam nos ninhos confortáveis que constroem, mas em granjas industriais elas são forçadas a deitar em piso de concreto, sem nenhum material para dar-lhes conforto, e são forçadas a conviver em contato direto e constante com suas fezes e urina. A impossibilidade de movimentação leva muitas dessas porcas a ter problemas de locomoção graves como manqueiras e paralisias nos pés e pernas. 

Porcas mães - também chamadas de porcas reprodutoras ou matrizes suínas - vivem cerca de quatro anos nessas condições deploráveis, e quando não são mais tão produtivas, elas são enviadas para o abate. 

Mutilações sem anestesia

A vida dos leitões, paridos pelas porcas mães e destinados ao regime de engorda, também é desumana. Os leitões são retirados de suas mães quando eles têm menos de um mês de vida. Na natureza, eles ficam com suas mães por vários meses. 

Os leitões machos são castrados sem nenhum tipo de anestesia, para evitar o odor forte de hormônios masculinos na carne. Tanto as fêmeas como os machos têm suas caudas cortadas e seus dentes cortados ou lixados, também sem anestesia.

Depois, eles são confinados em baias superlotadas, onde mal podem se exercitar ou realizar seus comportamentos naturais. É devido a essas condições superlotadas que as caudas são cortadas, pois o estresse do confinamento leva ao canibalismo: os porcos ficam frustrados e mordem as caudas e as orelhas dos companheiros de baia. Os dentes são cortados porque as porcas mães têm mais ninhadas do que o natural e, ao mamar, os dentes dos leitões podem ferir suas tetas.


Embora esses procedimentos sejam claramente dolorosos e cruéis, eles são considerados normais pela indústria suína e também ensinados em faculdades de zootecnia e veterinária, sem questionamentos. Vídeos estão disponíveis, mostrando claramente que a castraçãocorte de dentes e corte de caudas é uma prática considerada normal, embora os leitões gritem de dor durante os procedimentos. (Infoanimal)


DIA DAS MÃES, PONTO

07/05/14

Filhote (Foto: Reprodução)
Se o Dia das Mães - aquela mesa arrumada, todos com fome - serve para comemorar a ligação afetiva entre fêmeas e seus filhotes, é porque se reconhece esta união mesmo após o rompimento do cordão umbilical. No entanto, os animais que são vistos por muitos justamente como seres ‘instintivos, ponto’, não recebem esse benefício do reconhecimento de uma afinidade maior e muitas vezes longa entre mãe e filho. Pela lupa míope do especismo, a mãe humana é sagrada – inclusive com desdobramentos religiosos – e recheada de virtudes, cabendo aos adoradores manter a escravidão e morte de mães não humanas que, por azar, foram elencadas como ‘de serventia’.

Por Marcio de Almeida Bueno

Então a compreensão se divide em duas, sendo correto pensar que comparar mãe e filho com porca e porquinho é ofender a humana. Vaca, cadela, galinha, porca, égua, macaca – comumente usados no linguajar chulo para rebaixar a mulher, e se aplicado à mãe de alguém pode redundar em briga ou processo por danos morais, tão em voga atualmente.

Mas o cuidado é o mesmo, o sentimento, a dor pela separação, o terror da morte, a defesa incondicional. E não, não vou arrolar casos de mães que jogam bebês na lata de lixo, que silenciam e não percebem o abuso dos filhos por padrasto etc. – porque o objetivo aqui, senhores chatos veganofóbicos, não é diminuir ninguém. Isto já é feito há milênios pela humanidade tola e tosca, colocando os animais lá embaixo, os Morlocks que Deus-alguma-coisa enviou para servir os que são iguais a si – o que abre dúvidas em relação à empatia para com o sofrimento alheio. Mas esta é outra conversa.

A ideia é equiparar aqueles que, sencientes, percebem no filhote um semelhante que, por enquanto, necessita da proteção, alimentação vital e olho atento, enquanto a idade adulta não chega. Há diferenças, claro, como em tudo que existe, e diferença nunca foi motivo suficiente para se aceitar a submissão e o ‘poder fazer à vontade’.


Prova é que foram caindo, um a um, os alicerces do preconceito contra estrangeiros, negros, mulheres, crianças, infiéis, indígenas, homossexuais, portadores de deficiência mental. Todos eles diferentes, na aparência, do “macho adulto branco sempre no comando” – Caetano Veloso – que, vejam só, cunhava nas tábuas da verdade as leis ditadas pela divindade, compulsória para todos, e obviamente dura lex para quem estivesse abaixo do legislador.

Hoje são os animais não humanos, que nada podem fazer contra as leis que regulam, autorizam, normatizam sua exploração, sua criação, abate, testes científicos, ‘lazer’ cultural/tradicional, puxar-lhe leite, puxar-lhe ovos, esfolar, capturar com anzol ou sufocamento, confinar, manter em jaulas ou gaiolas, vivisseccionar, dar tiros, obrigar a cumprir trabalhos forçados – e o que mais a imaginação humana inventar como capricho, enquanto não é proibido.

Então o Dia das Mães, como outras datas, celebra o egoísmo de uma espécie, que ultraja as demais, e ainda sacraliza as que geram filhotes – desde que seja dentro dos limites da espécie. Fora dela, vaca ou cadela ‘é puta, ponto’.

(Texto de Márcio de Almeida Bueno -Vanguarda Abolicionista)

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Resumo da Declaração Universal dos Direitos dos Animais

A Declaração Universal dos Direitos dos Animais da ONU

01 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.

02 - Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.

03 - Nenhum animal deve ser maltratado.

04 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.

05 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado.

06 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.

07 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.

08 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra o animais.

09 - Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.

10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender

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